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O MERCADO DE TRABALHO E SUA VOLATILIDADE.

20/09/2018   Novidades


Por: Bruno Bonafé.
Atualmente o desemprego no nosso país beira os absurdos 12%, fazendo com que tenhamos a incrível quantia de mais de 13 milhões de brasileiros desempregados. Em comparação com outros países do mundo, o Brasil hoje se encontra com taxas de desemprego maiores do que em Cabo Verde, Irã, Quênia, República Democrática do Congo, Marrocos, Tanzânia, dentre outros países subdesenvolvidos.

É inadmissível que nosso país, com tantas riquezas naturais, com tanto potencial energético e de produção para exportação, tendo sido considerado por muitos anos o maior exportador de matéria prima do planeta, hoje estar em condições deploráveis relativo ao setor econômico. Este fato se deve a inúmeros fatores, como por exemplo: os baixos incentivos do governo federal a todos os setores econômicos do país, principalmente o setor industrial. Se deve também ao elevado nível de impostos, criados e aumentados com o objetivo de cobrir a dívida pública decorrente da corrupção exacerbada.

Não podemos esquecer também da enorme burocracia organizacional de nosso país, que por muitas vezes parece ter sido criada para dificultar a vida do empreendedor ao invés de facilitá-la. E além de todos estes fatores, ainda existe o baixo nível de qualificação de nossa mão de obra, tornando boa parte dos brasileiros uma mão de obra que em sua maioria é de baixo nível técnico ou de baixa especialização.

Entendemos que nossos governantes tem uma gigantesca parcela de culpa, porém, é inegável que os trabalhadores brasileiros também têm sua parcela. Afinal, por mais que seja obrigação do governo subsidiar e incentivar a qualificação da mão de obra de seu povo, também é obrigação do povo correr atrás de um nível melhor de profissionalização.

Então, tendo por base a responsabilidade intrínseca de todo profissional em se buscar evoluir é que iremos pontuar as principais dúvidas e questionamentos por parte das pessoas que procuram uma melhor qualificação profissional.
Inúmeras vezes, nós profissionais da educação, iremos nos deparar com a seguinte indagação:

“Não sei o que fazer, não sei se gosto disso ou daquilo, e agora?”

Esse questionamento, parte geralmente de jovens, que devido a grande carga de responsabilidade psicológica já implementada em nossas cabeças desde cedo, faz com que os jovens de hoje em dia se sintam na obrigação constante de produzir, de evoluir, de mostrar serviço. Porém, em grande maioria dos casos, o jovem não sabe como iniciar sua corrida profissional, não sabe em que área deve ingressar ou se especializar, visto que a pressão existente constitui fatores como: condições financeiras da família, estruturação da família do jovem, criação, necessidades básicas, dentre outros.

Portanto, devido a estas perturbações psicológicas o jovem brasileiro acaba por sua vez desistindo de uma profissionalização e estudo, indo trabalhar no primeiro subemprego que aparecer. Esta atividade toma seu tempo livre, e o jovem perde muito tempo em um emprego de baixa qualidade, tanto moral quanto financeira, devido as suas necessidades pessoais. Deixando de investir em um futuro de qualidade e em um currículo diferenciado com um peso maior no mercado de trabalho.

Outro grande questionamento muito comum é: “Em que área ou setor devo me profissionalizar?” Esta dúvida é muito comum e muito plausível, pois o mercado de trabalho em nosso país tem se mostrado muito volátil e mutante. A cada dia novas situações acontecem, novas tecnologias aparecem e o mercado brasileiro tem se adaptado as tendências com muita velocidade, ficando cada vez mais difícil se identificar quais as tendências mercadológicas, em que setor devo investir meu tempo e me profissionalizar?

Nos dias atuais, algumas profissões têm aparecido com muita expressividade. Profissões estas que a poucos anos atrás, sequer diríamos que seriam consideradas profissões. E um grande exemplo disso são os YOUTUBERS. Sem hipocrisia, quem de nós aqui acreditou que os produtores de vídeo para o famoso site da google se tornariam hoje profissionais extremamente bem pagos e famosos? Pois é, isto é só uma das evidências que provam o quanto o mundo profissional é volátil e mutável.

E devemos sempre estar atentos a estas mudanças para que saibamos nos adequar e adentrar de forma correta ao mercado. Não necessariamente iremos todos nos tornar youtubers, não é isso. Mas devemos estar informados e atualizados quanto a estes assuntos, para que possamos entender e moldar nossas atitudes, a fim de, escolhermos sempre o melhor caminho e a melhor decisão a se tomar.

O mercado de trabalho depende de vários fatores que o definem e o moldam, porém, a realização profissional depende somente do nosso interesse e engajamento, e é pensando nisso que a Digital Max trabalha, para auxiliá-lo de forma dinâmica e didática na escolha do melhor caminho profissional para você, abrindo sua mente e tirando os bloqueios que o impedem de ver além do horizonte.

“Quanto mais maduro for o mercado, mais vizinhos indesejáveis e mais ritmo e harmonia serão necessários, tanto para produção do novo, como na habilidade para identificação e ação frente ao que vale ou não dos outros.”

Sérgio Dal Sasso
(Empresário, escritor e consultor empresarial)

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